O presidente da FIESC – Federação das Indústrias de SC, Gilberto Seleme, e o coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, Pedro Uczai, discutiram na manhã desta segunda-feira (11) os impactos da entrada em vigor das tarifas de 50% sobre exportações brasileiras aos Estados Unidos.
Diante de um novo documento oficial da aduana norte-americana, que informa que o setor de madeira e derivados será atingido pelo aumento tarifário, a Federação salientou ao deputado catarinense os efeitos sobre toda a cadeia de base florestal, em especial sobre a manutenção de empregos. A redução de pedidos já está provocando férias coletivas e o risco de demissões é elevado.
“Sem medidas de apoio às empresas exportadoras do segmento de madeira e derivados, móveis e molduras, os empregos catarinenses vão migrar para a Ásia. Países como o Vietnã, que já competem pelos mesmos mercados com os produtos de SC, estão mais competitivos por causa da tarifa de 50% imposta ao Brasil e tendem a ganhar participação no mercado norte-americano”, destaca Seleme.
O coordenador do Fórum solicitou informações técnicas sobre os efeitos nocivos do tarifaço sobre a economia catarinense e dos principais segmentos afetados no estado, para subsidiar uma reunião com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin.
Santa Catarina é o estado com o maior número de polos internacionais do setor de madeira e derivados, com cinco regiões exportadoras. O Paraná conta com quatro polos, e o Rio Grande do Sul com um. “Algumas cidades catarinenses têm sua movimentação econômica muito atrelada a indústrias com elevada exposição ao mercado norte-americano e as consequências econômicas e sociais seriam severas”, explica Seleme.
A FIESC está mobilizando a bancada catarinense pela necessidade de apoio a políticas públicas que minimizem os efeitos no curto prazo. “Mesmo que nossas indústrias estejam buscando abrir novos mercados, conforme a pesquisa da Federação mostrou, esse é um processo longo. Soma-se a isso o fato de que empresas de todo o mundo estão buscando destinos alternativos para os produtos que seriam destinados aos EUA, o que aumenta a competição internacional”, informa.





