O efeito do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, no ano passado, impactou as exportações de móveis e madeira no primeiro trimestre de 2026. No polo moveleiro local, as vendas internacionais desses dois segmentos somaram US$ 32,1 milhões, o que representa uma queda de 36% em relação aos primeiros três meses do ano anterior. Se forem consideradas somente as exportações para o país norte-americano, a redução chega a 60%. Excluindo os Estados Unidos, a comercialização internacional ficaria praticamente igual a 2025, com 1% de acréscimo.
Para o setor moveleiro, em particular, o impacto foi ainda mais intenso. Neste primeiro trimestre, as indústrias moveleiras de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho exportaram US$ 14,4 milhões. Esse volume é 53% inferior ao alcançado no ano passado. A queda das vendas para os Estados Unidos chegou a 64%. As vendas internacionais da categoria outros móveis para o país norte-americano representam, agora, 46%. Em 2025, 60% dos embarques seguiam para os Estados Unidos.
Os indicadores, levantados pelo Observatório FIESC, mostram que praticamente todos os setores econômicos estão sendo impactados pelas mudanças tarifárias comerciais. As exportações gerais de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho alcançaram US$ 45,9 milhões neste primeiro trimestre, ou seja, 32% inferior aos primeiros meses do ano passado. Novamente as vendas para os Estados Unidos tiveram uma queda ainda maior, de 63%.
SANTA CATARINA
As exportações de Santa Catarina registraram recuo de 2,6% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com igual período do ano anterior e somaram US$ 2,7 bilhões. O desempenho reflete, em parte, os efeitos das tarifas norte-americanas, uma vez que os Estados Unidos estão entre os principais destinos das vendas externas catarinenses. No acumulado do ano até março, as exportações para o país norte-americano recuaram 44,6% frente a 2025, período pré-tarifas. As informações são do Observatório FIESC.





