São Bento do Sul recebeu, na manhã de quarta-feira, dia 6, a série de encontros do Circuito FIESC, reunindo lideranças empresariais, gestores municipais e empresários para debater assuntos estratégicos da indústria. O evento da Federação das Indústrias de Santa Catarina, realizado na sede do Sindusmobil, está sendo promovido em todas as 16 vice-presidências regionais para intensificar a presença e manter um ambiente contínuo de escuta.
Participaram do Circuito FIESC representantes dos sindicatos patronais do mobiliário e construção civil, têxtil e metalmecânico de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho. “A iniciativa é essencial para ouvir os empresários, identificar questões a serem trabalhadas e debater a inovação e demais assuntos que impactam a competitividade da indústria”, disse Arnaldo Huebl, vice-presidente da FIESC para o Planalto Norte.
A Inteligência Artificial, a inovação e a tecnologia para o setor industrial foram os principais temas abordados no evento. O advogado especialista em inovação Clóvis Barreto Junior apresentou o cenário de aplicação da IA e compartilhou como as ferramentas aumentam a produtividade nas empresas. “A IA é parceira e não substituta. É preciso requalificar equipes para trabalhar com essa nova tecnologia. Sua utilização libera tempo para que as pessoas se dediquem mais às decisões estratégias e ao trabalho criativo”, defendeu.
O especialista em IA e Ciência de Dados, Rodrigo Hagstrom, por sua vez, trouxe o histórico de nascimento e evolução da tecnologia digital, além de apresentar seus níveis de autonomia e tipos de negócios. “A IA esperou o mundo estar pronto e agora está em pleno desenvolvimento. Para os líderes empresariais, cabe a tarefa de ajudarem a formar a cultura de IA nas empresas”, destacou. O Hub de Crédito da Academia FIESC de Negócios também foi apresentada, pela pesquisadora Bruna da Silva, como facilitadora na conexão entre empresas e fontes de financiamento.
JORNADA DE TRABALHO
O debate sobre a jornada de trabalho e a escala 6X1, com PECs e PLs em discussão no Congresso Nacional, foi conduzido pelo advogado André Cordeiro, da área jurídica da FIESC. Além de apresentar a previsão do impacto da redução da jornada de trabalho para a economia do país, esclareceu que a visão política do tema, em ano eleitoral, afasta uma avaliação técnica e ponderada dos parlamentares. “A FIESC defende a livre negociação e o respeito à base da estrutura trabalhista, baseada nas convenções coletivas de trabalho de cada categoria. A defesa da indústria, pela sua competitividade, é feita nos poderes executivo, legislativo e judiciário”, afirmou.





