O anúncio da aplicação da nova tarifa de 50% para a exportação de móveis aos Estados Unidos é altamente prejudicial ao polo moveleiro de São Bento do Sul, maior exportador nacional de móveis, com impactos comprometedores à demanda de produção e à manutenção dos índices de empregabilidade.
A nova tarifa tira completamente a competitividade dos móveis fabricados no Brasil, abalando um comércio bilateral conquistado pelas nossas empresas com eficiência, competitividade, inovação e sustentabilidade. O redirecionamento da produção a novos mercados é uma estratégica complexa, que exige tempo e investimentos.
Nesse momento, em que nosso maior mercado de exportação está comprometido, é imprescindível a união entre indústria, instituições representativas, governo e sociedade civil para amenizar os impactos causados pela redução e até perda de nossos maiores clientes mundiais.
Nosso apelo permanece direcionado à manutenção e fortalecimento das negociações entre os governos do Brasil e Estados Unidos, buscando uma mediação séria e comprometida com o desenvolvimento econômico e social. Ao mesmo tempo, medidas de apoio à indústria exportadora se tornam imprescindíveis e urgentes para a preservação da produção, dos empregos e da economia.
Luiz Carlos Pimentel
Presidente do Sindusmobil






