Uma audiência pública da investigação da Seção 301 contra o Brasil foi realizada em Washington, nos dias 6 e 7 de julho, pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. Participaram do encontro representantes de entidade setoriais, associações, empresas brasileiras, políticos e grupos de interesse.
A sessão teve como objetivo permitir a apresentação de argumentos em favor da concessão de isenções para produtos específicos em relação às medidas tarifárias propostas no âmbito da investigação. Ou seja, uma tarifa horizontal de 25% contra as importações brasileiras.
A audiência revelou que a resistência à tarifa foi muito mais ampla e diversificada do que o apoio, reunindo principalmente empresas norte-americanas afetadas e preocupadas com os possíveis impactos em suas cadeiras produtivas.
O apoio à medida, em contrapartida, concentrou-se em alguns setores norte-americanos, incluindo madeira. São segmentos que competem com as exportações brasileiras e que sustentam a necessidade das tarifas com base em alegações relacionadas a trabalho forçado, desmatamento e ao sistema de pagamentos eletrônicos ao Pix.
Móveis de madeira
A Abimóvel manifestou a solicitação de exclusão dos produtos da possível tarifa de 25% para todo o setor, argumentando a complementariedade, difícil substituição e compliance com todas as necessidades e requisitos de sustentabilidade.
Madeira processada
A Abimci, representando a indústria de madeira processada mecanicamente, pleiteou a isenção de produtos florestais, com apoio da WPA dos EUA. A associação norte-americana destacou o progresso mensurável do Brasil no combate ao desmatamento ilegal e ressaltou que não existem substitutos viáveis no mercado global para espécies de madeiras específicas importadas do Brasil.
Entretanto, a coalizão norte-americana de molduras e artigos de madeira apoiou a aplicação das tarifas, sustentando que o desmatamento ilegal no Brasil atua como subsídio estrutural desleal que prejudica os produtores domésticos.
Fonte: Abimóvel





